No Mês da Conscientização sobre o Autismo, trazemos 5 dicas essenciais para uma boa convivência no ônibus, quando o assunto envolve pessoas com deficiências invisíveis. Se colocar no lugar do outro é importante para promover a inclusão e o respeito no transporte coletivo.
Quem anda de ônibus sabe que o transporte coletivo é um lugar onde encontramos pessoas de todos os tipos. Às vezes, ao lado de alguém, pode ser difícil identificar o que está acontecendo na vida daquela pessoa.
E isso é muito comum ao nos depararmos com quem tem deficiências invisíveis. É exatamente sobre isso que queremos conversar com você!
No Mês da Conscientização sobre o Autismo, reunimos algumas dicas para te ajudar a ser um passageiro mais empático e respeitoso com quem está ao seu lado no ônibus, especialmente se essa pessoa tiver alguma deficiência não visível. A ideia é promover a inclusão e garantir que todos se sintam confortáveis e seguros ao utilizar o Sistema Transcol.
Mas o que são as deficiências invisíveis?
Deficiências invisíveis são condições que não podem ser vistas de forma clara por quem está ao redor, como autismo, ansiedade, transtorno de déficit de atenção, surdez ou baixa visão, por exemplo.
Muitas dessas condições afetam a forma como uma pessoa interage com o mundo, mas não têm um “sinal visível” para que possamos identificar facilmente.
Em 2022, lançamos uma campanha totalmente voltada para o assunto, intitulada “Nossa compreensão é que precisa ser visível”. Desde então, este é um tema que já faz parte do calendário de ações de conscientização promovidas pelo Sistema Transcol.
Compreenda!
Pessoas com deficiências ocultas são mais sensíveis a barulho, atrasos, filas e locais de grande movimentação. Estas situações tendem a causar um alto grau de estresse nelas. Uma simples mudança de rotina é suficiente para desencadear reações como gritos e comportamentos insistentes, principalmente em crianças.
Assim, muitas vezes, o que pode parecer pirraça é resultado de alguma situação, como um movimento brusco, um barulho, que tenha desestabilizado um autista, por exemplo.
Isso é bastante comum de acontecer em supermercados, hospitais e, também, dentro do ônibus, já que estes locais concentram um grande número de pessoas, e, não raro, os deficientes não visíveis e suas respectivas mães são hostilizados ou até mesmo agredidos, afirmou Lúcia Mara Martins, fundadora e coordenadora geral do “Coletivo Mães Eficientes Somos Nós”, seja por desconhecimento ou até mesmo preconceito.

Como posso agir com respeito?
É importante nos colocarmos no lugar do outro para entender que determinados comportamentos têm um motivo e que devemos agir com respeito e empatia diante dessas situações.
Confira algumas dicas que vão ajudar você a ser um passageiro mais consciente dentro do ônibus:
1. Mantenha a calma e evite julgamentos
Pode ser que, em algum momento, você veja uma pessoa reagindo de maneira diferente do que você está acostumado, como ficar agitada ou evitar o contato visual. Essas são algumas formas de comportamento comuns em pessoas com autismo, por exemplo.
Se isso acontecer, lembre-se: a pessoa não está fazendo isso por querer, ela pode estar passando por um momento difícil. Em vez de julgá-la, ofereça seu respeito e compreensão.
2. Seja gentil e paciente
Às vezes, pessoas com deficiências invisíveis podem ter dificuldades para interagir ou se comunicar da maneira tradicional. Seja paciente e, se necessário, ofereça ajuda, mas sempre de forma educada e sem pressionar.
3. Evite fazer perguntas invasivas
Algumas pessoas podem não querer explicar suas condições ou podem não estar em um momento confortável para conversar sobre isso. Respeite o espaço delas, assim como você gostaria que respeitassem o seu.
4. Atenção ao uso de fones de ouvido e outros comportamentos que possam incomodar
Barulhos excessivos ou interrupções podem ser difíceis para algumas pessoas com deficiências invisíveis. Tente ser mais consciente sobre o volume do seu fone de ouvido ou evite comportamentos que possam gerar estresse.
5. Ofereça seu assento quando necessário
Pessoas com deficiências invisíveis têm direito garantida pela Lei nº 10.048/2000 ao assento preferencial no transporte coletivo.
Por isso, ao se deparar com alguém nessas condições dentro do ônibus, inclusive crianças, respeite. E se não houver lugar para ela se sentar, ceda seu assento para ela.
Uma maneira de identificar que alguém possui uma deficiência invisível é por meio dos cordões de fita de girassol e de quebra-cabeça. Ambos são usados por essas pessoas. Saiba mais aqui!
Ao adotarmos comportamentos mais respeitosos, simples e gentis, todos ganham. Se cada um de nós fizer a sua parte, podemos transformar a realidade do transporte coletivo em um espaço mais acolhedor para todos.
A gente conta com você para ser parte dessa mudança! Respeite, compreenda e ajude a promover a inclusão.